"Eu quero indiciar Dilma Rousseff", disse o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) ao analisar o relatório da CPI Mista da Petrobrás.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
sábado, 10 de janeiro de 2015
Novas Regras PIS 2015 Seguro Desemprego.
O PIS abono salarial para quem ganha até dois salários mínimos R$ 1.448,00 por mês vai ser depositado apenas depois de seis meses de contribuição e não mais de um mês. As mudanças só valem para quem ainda vai ter direito ao beneficio, quem trabalhou em 2014 por 30 dias com carteira assinada, ainda recebe o PIS este ano.
Além do tempo de carência que passa do atual 30 dias para 180 dias (6 meses), agora o valor será proporcional ao tempo trabalhado, se você trabalhou 7 meses em 2014 e recebeu R$ 900,00, o valor de seu abono do PIS será de R$ 525,00.
Vamos entender o cálculo:
7 meses x R$ 900,00 (salário) = R$ 6.300
R$ 6.300/12 = R$ 525,00
Pelas novas regras do PIS, o trabalhador que tem direito ao abono não mais receberá um salario minimo integral, apenas se durante o ano base trabalhou os 12 meses. O cálculo será o mesmo do 13º salário.
Novas Regras Seguro Desemprego 2015
O seguro desemprego só vai ser pago se trabalhador contribuir por 18 meses e não mais com 6 meses na primeira solicitação. Para a segunda solicitação o prazo é de 12 meses e para a terceira é de 6 meses.
Em julho será lançado o novo calendário do PIS 2015/2016, mas as mudanças só começam a valer para este ano base que será pago no PIS 2016.
Em menos de uma década, preços de alimentos dobraram, com alta de 99,73%
RIO - Os preços de alimentos dobraram entre 2005 e 2014, com alta de 99,73%, enquanto a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 69,34%. O maior aumento nesse período ocorreu na alimentação fora de casa, com aumento de 136,14%, enquanto os alimentos consumidos em casa subiram 86,59%. Se considerada apenas a refeição fora de casa, o aumento acumulado em dez anos foi de 141,05%.
Segundo Eulina Nunes, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, esse aumento contínuo dos alimentos tem sido atribuído às condições climáticas em todo o mundo, ao dólar e também ao aumento da demanda.
— No Brasil, temos mais emprego, mais renda e mais procura por alimentos.Ao mesmo tempo, a alimentação fora mostra o aumento da renda, do emprego, das mulheres trabalhando mais fora de casa e da maior dificuldade de ter empregada doméstica.
Outras altas de preços significativas de preço no período, acima da inflação geral, foram em aluguéis, de 100,49%, e em empregados domésticos, de 181,89%.
A inflação de alimentos pressionou o IPCA de 2014, que fechou em 6,41%, abaixo do teto da meta do governo, mas superior ao índice de 2013 (5,91%). Os preços do grupo subiram 8,03% no ano passado. Quase um quarto (24,86%) do orçamento das famílias é destinado às despesas com alimentação. O maior impacto individual no IPCA do ano foi o item carnes, com alta de 22,21% e peso de 0,55 ponto percentual.
Montadoras demitiram 12,4 mil no País em 2014
A indústria automobilística demitiu 12,4 mil trabalhadores no ano passado, dos quais 1,6 mil em dezembro. Foi a maior dispensa em 16 anos. Em 1998, quando a economia mundial sofreu os impactos da crise na Rússia, o setor, incluindo fabricantes de tratores, cortou 22,2 mil postos de trabalho no Brasil.
As montadoras encerraram 2014 com 144,6 mil funcionários, voltando assim aos níveis de emprego de 2011. Este ano, contudo, já começou com demissões - foram 800 vagas na Volkswagen e 260 na Mercedes-Benz, ambas em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, diz que o setor “ainda tem excedente de nível de emprego em relação à produção”. Afirma, contudo, que o caso da Volkswagen é pontual e que “por parte das demais associadas não há informação de cortes iminentes”.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Dilma - Educação !
DISCURSO x PRÁTICA
Uma semana após o discurso de posse, o lema de Dilma "Brasil, Pátria Educadora" parece ter ido para o ralo.
O governo anunciou o corte no orçamento em diversas áreas. Somente na Educação, reduzirá os gastos em R$ 7 bilhões por ano.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Dilma anuncia nomes dos novos comandantes das Forças Armadas.
O brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, na Aeronáutica (à esquerda.); o general Eduardo Villas Bôas, no Exército (centro); e o almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, na Marinha (à direita), são os novos comandantes das Forças Armadas
A presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou, nesta quarta-feira (7), os nomes dos novos comandantes das Forças Armadas. No Exército, sai o general Enzo Peri para a chegada do general Eduardo Villas Bôas. Na Aeronáutica, sai o tenente-brigadeiro Juniti Saito para a entrada do brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato. Na Marinha, o almirante Julio Soares de Moura Neto deixa o cargo para a chegada do almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira.
Em nota, a presidente Dilma "agradeceu a competência e dedicação dos ex-comandantes". Os três estavam no comando das Forças Armadas desde o último governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2007-2010).
A mudança de comando acontece pouco menos de um mês depois da divulgação do relatório final da CNV (Comissão Nacional da Verdade) ser divulgado e apontar 377 pessoas (entre elas, dezenas de militares) como responsáveis por graves violações de direitos humanos durante a ditadura militar. Pelo menos um terço dos nomes indicados pela CNV ainda está vivo.
A divulgação do relatório causou forte reação entre os militares.
Além da reação velada dos chefes militares, a presidente Dilma teve de enfrentar a resistência pública de parte dos militares em relação ao relatório final da CNV.
As tensões com os militares marcaram o trabalho de quase dois anos da CNV. O coordenador da comissão, Pedro Dallari, condenou o comportamento das Forças Armadas durante as investigações feitas pela entidade.
Menos de uma semana – e o governo Dilma já coleciona crises
A lista de lambanças do novo governo da presidente Dilma Rousseff já é longa. Há troca de farpas entre ministros de pastas que deveriam estar em convergência, bronca pública em integrante recém-empossado e equipe desnorteada. Na conversa com o colunista de VEJA Ricardo Setti, acompanhe no 'Aqui Entre Nós' um balanço dos primeiros dias do conturbado segundo mandato da petista. "Não há sequer um grande brasileiro nos ministérios", afirma Setti.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Bolsa cai puxada por tombo de 8% das ações da Petrobras.
Desvalorização dos papéis da estatal impactaram o Ibovespa, que caiu 2,05% nesta segunda-feira
As ações ordinárias da Petrobras fecharam o pregão desta segunda-feira cotadas a R$ 8,27, o menor valor desde 6 de setembro de 2004, quando o valor do papel atingiu R$ 8,2605, de acordo com dados da consultoria Economatica.
Já os papéis preferenciais (sem direito a voto, mas com preferência no recebimento de dividendos) fecharam cotados a R$ 8,61, atingindo assim o menor valor desde 8 de junho de 2005. Na ocasião, as ações preferenciais da petroleira eram cotadas a R$ 8,5975.
Nesta segunda-feira, as ações da estatal registraram queda de 8%, puxando o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), para baixo. A Bolsa fechou com queda de 2,05%, a 47,482 pontos.
Grupo opositor de cuba denuncia 9 mil prisões !
Havana, 5 jan (EFE).- A dissidente Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN) disse nesta segunda-feira que em 2014 ocorreram 8.899 detenções arbitrárias por motivos políticos na ilha, cerca de 2,5 mil a mais que no ano anterior.
Segundo o relatório da comissão divulgado nesta segunda-feira, em dezembro ocorreram 489 detenções, 100 a mais que em novembro, um mês no qual foi realizado o Dia dos Direitos Humanos com mais de 230 detenções, "algumas com violência", além das 70 detenções por 30 dias por conta de uma "performance" convocada pelo artista Tania Bruguera.
Tania pretendia instalar neste dia, na emblemática Praça da Revolução, uma "tribuna pública" para que os cubanos expressassem seus desejos para o futuro do país, após o anúncio do restabelecimento das relações com os Estados Unidos em 17 de dezembro.
Segundo os dados do grupo, as autoridades cubanas detiveram um total de 59 pessoas por dia, quando "assistiam ou pretendiam assistir" ao ato para "exercer seu direito à livre expressão".
Entre estes detidos, alguns dos quais ficaram até 72 horas na prisão, destaca-se a própria Tania Bruguera, o jornalista independente Reinaldo Escobar, Antonio González Rodiles, promotor de um projeto de debate crítico chamado "Estado de SATS", e o opositor do "Grupo dos 75" Ángel Moya.
Além disso, nesse mesmo dia as autoridades mantiveram detidos, sem poder sair do domicílio, outros 11 opositores, entre os quais figura a blogueira e diretora do jornal digital independente 14ymedios, Yoani Sánchez.
A CCDHRN, liderada pelo opositor Elizardo Sánchez, também se referiu ao "feito positivo" do anúncio do restabelecimento de relações entre Cuba e Estados Unidos, mas ressaltou que "a situação de direitos civis e políticos" na ilha "continua sendo a pior em todo o hemisfério ocidental".
"A CCDHRN não espera mudanças significativas, a curto prazo, nessa situação tão desfavorável e com essas credenciais o regime dos Castro se prepara para participar da Cúpula das Américas dentro de cerca de três meses", afirmaram em comunicado divulgado nesta segunda-feira.
A organização denúncia que em dezembro aumentaram também as vítimas de "agressões físicas, ações de vandalismo e de fustigação e atos de repúdio", além de ocorrer três novas detenções por motivos políticos, as de Danilo Maldonado, Sonia González e Marcelino Abreu.
A comissão se referiu, além disso, ao compromisso de Cuba, fruto do acordo com os Estados Unidos, de libertar aproximadamente 50 presos por motivos políticos, embora "até o momento não tenha informado sobre nenhuma libertação".
A CCDHRN é o único grupo na ilha que registra e divulga os números desses incidentes em Cuba, cujo governo considera os dissidentes "contrarrevolucionários" e "mercenários" a serviço dos Estados Unidos.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Petrobras vale hoje menos do que antes do pré-sal
Abalada pelas investigações de corrupção e pela queda do preço do petróleo, a Petrobras continua sofrendo os efeitos em suas ações. Com isso, a estatal brasileira passou a valer atualmente menos do que antes do anúncio das descobertas do pré-sal. Para os investidores do mercado financeiro, é como se as reservas gigantes de petróleo, anunciadas em novembro de 2007, tivessem perdido todo o valor.
No auge da cotação da empresa, em 21 de maio de 2008, seu valor a preços de hoje era de 737 bilhões de reais, já considerando a inflação. De lá para cá, queimou-se no mercado 610 bilhões de reais. Na sexta-feira, a estatal passou a valer 127 bilhões de reais, segundo dados compilados pela consultoria Economática. Para se ter uma ideia da dinheirama, é como se a companhia tivesse perdido toda a produção anual de Portugal. Ou quatro vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Uruguai.
Toda essa perda não se deve apenas ao inferno astral do momento. Os prejuízos começaram logo em 2008, por causa da crise financeira global. No ano passado, a Petrobras teve outra grande perda porque, sob influência do governo, não reajustou os preços da gasolina para não pressionar a inflação. Em 2014, a cotação estava começando a se recuperar, quando as notícias de corrupção atingiram a empresa.
No caso das ações da Petrobras, não há quem arrisque dizer se o papel está caro ou barato. São muitas as incertezas em relação à empresa, que ainda podem jogar os preços mais para baixo. Não se sabe, por exemplo, o impacto no balanço da companhia quando reconhecer – se reconhecer – as propinas pagas e denunciadas por ex-diretores. Nem sequer o balanço auditado do terceiro trimestre foi publicado e, se isso não for feito até 31 de janeiro, alguns bilhões em dívidas terão de ser pagos antecipadamente. (Com Estadão Conteúdo)
FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)
Itaboraí e Macaé sofrem com perdas no setor de petróleo.
Outrora vivendo um momento de bonança com o anúncio de investimentos bilionários na construção do Complexo Petroquímico da Petrobras, Itaboraí vive uma fase de apreensão, desemprego e frustração. Com o atraso nas obras do Comperj, projetos já concluídos estão longe de obter o lucro previsto. São prédios comerciais, hotéis, shoppings e outros empreendimentos erguidos para atender a demanda prevista com o polo da estatal. A população local teme que a situação traga, no lugar do vigor econômico, desemprego, favelização e violência.
No Norte Fluminense, Macaé enfrenta dias de apreensão. A economia da cidade vive majoritariamente do petróleo e já mostra reflexos da crise da Petrobras em diversos setores, diz o prefeito Aluízio dos Santos Júnior:
- Quase 100% da economia de Macaé vêm do petróleo. Dos empregos formais, 63% estão ligados ao setor. A indústria parou, as empresas estão demitindo, as vendas do comércio caíram.
Ele destaca que Macaé encerra o ano com resultado negativo no mercado de trabalho do petróleo, com 4.600 demissões, ante 4.330 contratações:
- No petróleo, concorremos com o mercado internacional. E as grandes multinacionais estão ansiosas com a situação, tendo perdas. A situação da Petrobras, com o problema no cenário mundial, pode afugentar empresas e investimentos.
Em Itaboraí, a temida carta de demissão já é uma realidade nas mãos de trabalhadores de empresas terceirizadas pela Petrobras e que realizam parte das obras do Comperj, que chegou a ser vendido como um dos maiores complexos petroquímicos do mundo, com investimentos previstos de US$ 13,5 bilhões, ou cerca de R$ 35 bilhões com o dólar na casa dos R$ 2,60.
- Somos um eldorado sem ouro - sintetiza Mário Ribeiro, gestor predial em Itaboraí.
No setor hoteleiro, a crise é visível. O hotel Ibis Itaboraí, da rede Accor, completará dois anos em maio de 2015. A ocupação média de 2014 não deve passar de 42%, muito aquém da meta de 75%.
- Temos 180 quartos, mas apenas 54 são ocupados por dia, em média. O grande "x" da questão é o polo petroquímico. Até agora não atraiu investimentos e negócios como esperávamos. E tememos pelos cortes de investimento em 2015, ainda mais que outros três hotéis devem abrir na cidade - informou Ary Comar, gerente do empreendimento.
IMÓVEIS ENCALHADOS
O aproveitamento de hotéis de Itaboraí e Macaé caiu perto de 15% ao longo do ano. Até na capital fluminense houve retração, diz Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIH-RJ):
- A retração é a ponta do iceberg. Nos hotéis do Centro do Rio, as reservas feitas pela Petrobras caíram mais de 30%. Em 2015, as taxas devem piorar. O Rio pode ser poupado por contar com obras públicas, preparativos para a Rio 2016 e eventos. Mas, de modo geral, haverá perda.
A corretora de imóveis Valdinéia Dias da Silva, há 23 anos no mercado de Itaboraí, afirma que os preços estão caindo na cidade. Após uma bolha com o anúncio do Comperj, quando um imóvel de R$ 100 mil foi vendido por R$ 1 milhão, os preços caíram, e casas dessa categoria agora são comercializadas por R$ 400 mil.
- Muita gente está com imóvel encalhado, mas não dá para dizer que está tudo parado. Quem baixa os preços vende. Mas sabemos de problemas. Alguns alojamentos (de trabalhadores) nunca lotaram, estão operando com 40% de ocupação e o preço da cama está em R$ 20 a diária. Um quarto com quatro camas já sai por R$ 60 - disse.
E a ocupação deve diminuir. No Alojamento Apoio, o clima era de apreensão: a todo momento, chegavam peões com a carta de demissão na mão. Edilson Justino Martins, o Canela, demitido na terça-feira pela Toshiba, acha que a situação está piorando por causa das denúncias de corrupção.
- Trabalhei três anos como montador em Abreu e Lima (PE) e a gente ganhava muito mais lá, R$ 2.700 mais o "Fome Zero" (tíquete alimentação) de R$ 700. Aqui, o salário estava em R$ 2.400 e agora deve baixar mais, pois a empresa precisa entregar a obra em maio, mas certamente vai terceirizar - disse.
O pernambucano Alex Jardim Rodrigues tentava se consolar:
- Pelo menos, volto mais cedo para passar o Natal em casa. Sem dinheiro, mas em casa.
As demissões e o medo de novas dispensas já afetam o Natal da cidade. Na loja popular Objetiva, que vende roupas no centro de Itaboraí, as vendas de dezembro estão 50% inferiores às do mesmo mês do ano passado.
- O fim de ano está bem diferente dos anteriores. Não é algo da nossa loja, é geral, em toda a cidade. Se a situação piorar teremos que demitir funcionários, mas, graças a Deus, ainda não precisamos fazer isso - disse o gerente Paulo Roberto Ribeiro.
Rosy Gomes, nascida em Itaboraí, conta que o clima de medo domina a cidade. Com 46 anos, ela viu nos últimos meses 15 funcionários da empresa onde trabalha, uma firma de alimentação para operários, serem demitidos. Agora, há boato de que novas dispensas vão ocorrer entre os 50 trabalhadores que restaram:
- A gente está com medo de a crise voltar. E ainda temos o medo do que esse povo todo vai fazer aqui em Itaboraí. A cidade cresceu muito nos últimos anos, começamos a ter mais problemas de trânsito, de violência.
O Shopping Itaboraí Plaza, em construção às margens da BR-101, mantém o clima de otimismo. O primeiro shopping da cidade está quase pronto, mas atrasado. Com 170 lojas, cinema, dois prédios comerciais e um hotel, deve ser inaugurado no fim de fevereiro. Segundo Sandra Lima, gerente de Marketing e Comercial do shopping, o projeto não depende do Comperj:
- Há demanda na região e não há ofertas de produtos e serviços. O shopping mais próximo fica em São Gonçalo.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/itaborai-macae-sofrem-com-perdas-no-setor-de-petroleo-14889429#ixzz3NzSQYlcu
Macaé e as perdas que o setor de petróleo vem sofrendo !
ALEXA SALOMÃO, ENVIADA ESPECIAL A MACAÉ (RJ) - O ESTADO DE S. PAULO
No município conhecido como capital do petróleo, o movimento nos hotéis caiu 25% e já não há fila nos bares e restaurantes
Para a rescisão render. Tanzaniano Haji almoça no restaurante a R$ 1
Macaé, cidade do litoral do Rio de Janeiro, conhecida como capital do petróleo, tornou-se uma espécie de síntese da crise vivida pela cadeia de fornecedores da Petrobrás. “Aqui empresas fecharam as portas. Mesmo com o preço dos imóveis caindo, o número de placas de aluga-se e vende-se aumentaram. Bares, restaurantes e hotéis registram queda no movimento”, resume Vandré Guimarães, secretário de Desenvolvimento Econômico do município.
Um dos negócios mais afetados é o de hospedagem. Macaé tem a segunda mais rede hoteleira no estado. Com 5 mil leitos, só perde para a capital. Historicamente, desde que foi elevada de vila de pescadores a polo de operações da Petrobrás, nos anos 80, conseguir um quarto de hotel sempre foi uma dureza. Há um ano, quem não fizesse reserva corria o risco de dormir na rua porque as empresas reservavam hotéis inteiros de segunda a sexta-feira. “O movimento caiu 25% neste ano e hoje é fácil encontrar vagas em qualquer dia da semana”, diz Marco Aurélio Gomes Maia, proprietário do Glória Garden e diretor de hotelaria do Macaé Convention & Visitors Bureau.
Na orla, os restaurantes e bares do Polo Gastronômico da Praia dos Cavaleiros, ponto preferido pelos funcionários de empresas que passam a semana na cidade, a queda do movimento é estimada entre 8% e 10%. Só não foi maior porque, com a chegada dos meses quentes, o turismo de lazer agora cobre parte dos prejuízos do tradicional turismo de negócios.
No varejo, 15% das lojas fecharam e a crise é dupla. O comércio sentiu a perda do movimento na cadeia do petróleo e ainda sofre os efeitos da desaceleração da economia nacional. “O próximo ano pode ser pior, pois muitas empresas do setor de petróleo estão fechando”, diz a empresária Márcia da Costa, proprietária das loja Babuska, na esquina da Rui Barbosa com a Silva Jardim, coração do comércio de rua. O que amenizou as perdas do ano, segundo Márcia, foram as promoções conjuntas, improvisadas por um grupo de 33 lojas. A ideia é manter a agenda de liquidações.
Após o Carnaval. O clima é de expectativa em relação a 2015 principalmente na Praça Veríssimo de Mello. O local é conhecido como “praça dos desempregados” por ser ponto de encontro entre os que busca informações sobre vagas no petróleo. “Dizem que é preciso passar o carnaval para as coisas se definirem”, explicou o baiano Ernesto Ribeiro do Santos, 46 anos, no meio de um grupo de oito desempregados, todos da área de perfuração. Nos 18 anos em que trabalha no setor é a primeira vez Santos que fica seis meses sem emprego. A espera exige paciência e disciplina. O técnico Hassan Iddi Haji, da Tanzânia, há 4 anos em Macaé, é um dos milhares de estrangeiros atraídos pelo petróleo. Foi demitido há cinco meses e espera dias melhores em 2015. Na quarta-feira, estava na fila do restaurante popular, que cobra R$ 1 por refeição, para esticar o dinheiro da rescisão.
Crise macaé
Processos no Fórum Trabalhista de Macaé; demissões em massa no ramo do petróleo fizeram aumentar a procura pelo Tribunal de Justiça trabalhista
Crise na Petrobras gera demissões !
Com desaceleração do setor petrolífero, muitos galpões e escritórios estão para alugar em Macaé; na foto, galpão da Tópico Construtora, no Parque de Tubos
Crise em Macaé
O petróleo não é mais o mesmo. Internacionalmente, a produção norte-americana de xisto faz desabar as cotações. Produtores que não pouparam nos anos de bonança, como a Venezuela, estão em crise. Internamente, a Petrobras já lamentava seu alto endividamento e agora se depara com o que pode ter sido o maior escândalo de corrupção dos 514 anos de Brasil. E, regionalmente, o Rio poderá perder para a paulista Santos uma boa parte dos investimentos, pois, se a Bacia de Campos está em área fluminense, a Bacia de Santos e o pré-sal se localizam mais ao Sul.
No Norte Fluminense, Macaé já sofre os efeitos da crise da Petrobras, segundo relato da carta econômica Petronotícias: “Macaé passa por uma situação complicada, com demissões frequentes ocorrendo, projetos mudando de mãos, trabalhadores deixando de receber seus direitos, e a prefeitura buscando soluções junto à Petrobras, mas poucas perspectivas de melhora aparecem no horizonte”.
Acrescenta: “As demissões em massa começaram no fim de 2013 e não pararam ao longo deste ano, com casos emblemáticos de empresas que não conseguiram manter seus contratos com a Petrobras e acabaram gerando um efeito em cadeia na região. A questão não se restringe às empreiteiras, mas passa também por empresas de projetos, serviços, fornecedores e subfornecedores”. Para piorar, o prefeito Aluízio dos Santos Júnior critica a Petrobras por ter inserido sobretaxa de 17% se o novo terminal de apoio ficar em Macaé, enquanto que, para o Porto de Açu, não houve taxa adicionada.
Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
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